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09
abr

Este curso para professores tem como objetivo a inter-relação da Fonoaudiologia com a Educação, com enfoque principal na realidade vocal que os professores vivenciam diariamente, a qual se repercute no seu aspecto profissional e sobretudo no sua performance em sala de aula.

O curso on-line almeja cooperar no desenvolvimento e na edificação do conhecimento cientifico do educador, pois é durante a produção vocal que o docente deverá dominar seu mecanismo fonatório. Para uma fala ser compreensível é necessário que o professor tenha os órgãos fonatórios em condições saudáveis, isto é, dentes, cavidade nasal sem obstrução, uma boa abertura da boca, flexibilidade da língua, mobilidade dos lábios, entre outros. A integridade desses órgãos colabora para uma melhor dicção e uma adequada impostação vocal, que propiciam um maior interesse e atenção por parte dos alunos, inclusive uma melhor compreensão dos conteúdos apresentados.

Uma pessoa que tem a voz clara, forte e determinada causa melhor impressão e confiança para o ouvinte, principalmente quando o assunto entre eles é informação. É o principal instrumento de trabalho utilizado pelos professores, como ocorre um desconhecimento por parte destes profissionais em utilizar a voz adequadamente, eles estão mais susceptíveis às alterações vocais e laríngeas.

A rouquidão, fadiga vocal, ardência na garganta, dificuldade em manter o tom fundamental, forte intensidade, desarmonias na ressonância, articulação tensa e travada, são alguns dos distúrbios comuns após o uso profissional da voz que caracterizam os sintomas de uma disfonia.

Estes distúrbios vocais compõem uma preocupação em relação ao seu desempenho profissional, e muitas vezes utilizam mecanismos compensatórios de abuso e mau uso da voz para melhorar a comunicação, que se tornam hábitos inadequados, tais como: falar alto demais em ambientes ruidosos ou abertos, gritar sem suporte respiratório, falar excessivamente durante quadros gripais e alérgicos ou   período pré-menstrual, pigarro excessivo, tosse e ataque vocal brusco, piorando o quadro vocal e acarretando alterações da mucosa laríngea, secundárias à este mau funcionamento, que são os nódulos, pólipos, edemas, laringites de repetição e úlceras de contato.

A voz é o elemento fundamental da comunicação humana, pela qual o professor transmite seus conhecimentos. Os alunos apropriam-se destes conhecimentos, parcial ou integralmente, dependendo, muitas vezes, das qualidades acústicas da voz do professor.

Esta voz quando é agradável transmite os valores reais na mensagem proposta, todos as professores deveriam saber utilizá-la adequadamente. É por ela e pela articulação das palavras que expressamos nossos conhecimentos, emoção, cultura e personalidade. No processo ensino-aprendizagem, a voz e a fala merecem destaques especiais, por serem pontos de referência cultural, que refletem na construção do saber, do pensamento e no desenvolvimento das ciências.

A maioria dos professores não tem consciência da influência da voz no desempenho de sua função, não atentando para o fato de ser a mesma o principal meio de transmissão de conhecimentos.

Há uma grande falta de informação por parte desses profissionais com relação ao uso e aos cuidados básicos da voz, talvez pela ausência de orientações adequadas para tal. Geralmente, apenas no momento em que a voz começa a falhar, dando sinais de fadiga, ou mesmo quando já se estabeleceu uma patologia que os impossibilita de trabalhar utilizando a mesma, é que o professor desperta para a importância da própria voz e os cuidados a serem tomados com ela.

Sendo o educador um sólido modelo para seus alunos, um formador de opiniões, a preocupação com a voz e as repercussões negativas que a mesma traz, tanto para o docente quanto para os alunos, tem sido motivo para diversos trabalhos nesta área.

É importante que o professor mantenha hábitos corretos de postura, gestos precisos e uma boa qualidade vocal, pois seu padrão de conduta, além de influenciar na transmissão dos conhecimentos, é constantemente observado, e muitas vezes imitado pelos alunos.

Na atividade profissional da docência, a voz é o instrumento utilizado para transmitir o saber adquirido e gerar aprendizagem. A comunicação é sinal de proximidade entre as pessoas, por meio da voz se estabelece o vínculo do professor com o aluno para o processo de ensino-aprendizagem.

A voz é o resultado do equilíbrio entre duas forças, a força aerodinâmica do ar que sai dos pulmões e a força mioelástica dos músculos extrínsecos e intrínsecos da laringe. Qualquer desequilíbrio entre essas forças pode gerar um problema vocal.

Considerando que as alterações da voz prejudicam o desempenho ocupacional docente, temos como hipótese que grande parte dos distúrbios da voz podem estar relacionados ao desconhecimento de técnicas e cuidados especiais com a voz, principalmente pelo fato de não existirem, nos cursos de formação de professores, trabalhos curriculares ou extracurriculares para a promoção da saúde vocal.

Avanços técnicos recentes no exame da laringe, como a fibroscopia, a microscopia e videoestroboscopia tornaram possível o diagnóstico de lesões não detectadas pelo método tradicional do espelho de laringe, sendo que a videoestroboscopia permite a visualização em detalhe da vibração das pregas vocais.

Os distúrbios da voz afetam a vida pessoal, social e profissional. É comum a falta de conhecimento da importância de cuidados para preservar a voz, por parte dos que a usam profissionalmente, levando a abusos e hábitos inadequados que podem desencadear distúrbios vocais, tecnicamente chamados de disfonias.

Entende-se a disfonia como distúrbio de comunicação, no qual a voz não consegue cumprir o seu papel básico de transmissão da mensagem verbal e emocional de um indivíduo. Sintomas como cansaço e fadiga vocal com o tempo evoluem para patologias como nódulos, pólipos, edemas e hiperemia.

As pesquisas recentes sobre a saúde dos professores são unânimes em retratar as condições de trabalho docente como determinantes do seu estado de saúde. A maioria desses estudos mostra a precariedade do trabalho desses profissionais e identifica um quadro alarmante da situação de saúde em que o distúrbio vocal e o estresse aparecem como principais reclamações. Porém, existe uma tendência a serem realizados estudos isolados desses sintomas, sem estabelecer a relação deles entre si e as condições de trabalho.

O presente curso assume a proposta de identificar a inter-relação entre os sintomas detectados, agora com o olhar direcionado para as condições de trabalho docente. Para tanto, foram articulados conhecimentos da Saúde, Psicologia, Educação e Fonoaudiologia, para observar as seguintes variáveis, condições de trabalho, situação de saúde dos professores, estresse e distúrbio vocal.

A voz é a essência e o canal do desenvolvimento da cultura acadêmica. No contexto pedagógico, a voz do educador deve ser clara, harmoniosa, com tons definidos, sonoridade adequada, melódica, rítmica, com boa projeção e coordenação da respiração com a fala. Jamais deve apresentar-se rouca, estridente, abafada ou presa. Dada a complexidade dos elementos que interferem na produção vocal, não há como o aluno ficar indiferente diante da voz do professor.

É necessário abordar a questão da saúde vocal em toda sua dimensão, uma vez que o padrão saudável não se relaciona apenas à integridade física, mas também às condições de organização do trabalho as quais o indivíduo está submetido, bem como às formas como esse vive e aos seus desafios cotidianos.

Quando uma voz está bem colocada e impostada, o aluno tem maior prazer de ouvi-la. Caso demonstre estar alterada e com problemas, seja de rouquidão, desequilíbrio de ressonância ou qualquer outra alteração, o aluno muitas vezes desvia sua atenção da aula e fica mais atento ao modo como a voz do professor está sendo emitida. Quando estas alterações vocais são tão evidentes, acabam interferindo diretamente no processo ensino-aprendizagem, simplesmente pela desconcentração do aluno, pois a voz do professor chama mais atenção do que o conteúdo proposto. Os alunos, por sua vez, querem e almejam pela melhor mensagem que o professor lhe possa transmitir.

A incapacidade vocal na atividade docente afeta negativamente o processo de aprendizagem, pois aumenta os afastamentos por licença médica e reduz a transmissão do conhecimento e a satisfação do professor. As alterações vocais em docentes constituem importante prejuízo social devido aos dias de afastamento e às despesas com o tratamento.

O objetivo do presente curso em educação é o de identificar a relação entre incapacidade vocal e o esforço vocal profissional.

 

09
abr

O universo religioso e cultural é abrangente e complexo. Dentro desse mundo, a educação existe para formar e informar sobre as leis que regem os indivíduos e a sociedade. Religião e cultura são os elementos essenciais à formação da cidadania.

Os desafios inerentes à sociedade são inúmeros. Evidencia-se uma humanidade em crise existencial, tanto em suas relações grupais quanto organizacionais. Nesse universo a indagação inata dos indivíduos sobre a sua origem e ?destino? como SER humano tem se tornado, cada vez mais, causa de pertinentes angústias, desencadeando um processo de busca que parece não ter fim.

Entendendo o indivíduo como ser único, que necessita de formação integral em todas as áreas, a transcendência e a necessidade do conhecimento, que estabelecem relações entre si não pode passar despercebido pela Escola, pois pressupõe a formação do indivíduo em seu todo e voltada para a ação social consciente à mudança. Isto permite estabelecer uma relação com seu próximo, voltada para a solidariedade e respeito para com os outros.

O papel do educador é fundamental nesse processo, pois é ele quem irá estar em maior contato com o educando, necessitando ser capaz de articular a relação entre a teoria e a prática, a informação e o conhecimento, sendo o mediador da construção e elaboração do saber científico sistematizado no espaço escolar.

A escola tem por objetivo o ensino da compreensão e da realidade, baseando-se no conhecimento e na informação, com o objetivo de formar cidadãos dinâmicos e criativos. O exercício da cidadania torna o aluno e o professor mais compreensivos quanto à participação de modo consciente na sociedade, na qual questionarão comportamentos, atitudes e valores, cabendo ao professor o desenvolvimento do respeito mútuo e as regras básicas de convivência.

Para tanto é necessário que o docente possua conhecimentos específicos sobre as diversas áreas científicas, saiba transpor e articular teoria-prática didaticamente, de maneira coerente, numa postura gestora de cooperação em sala de aula. É necessário um aprimorar constante, a busca qualitativa de elementos teórico-práticos para que em sua vivência haja coerência de seus atos docentes.

Ao longo da história da educação, percebe-se uma preocupação quanto à formação dos professores para o Ensino Religioso. Não é fácil encontrar soluções, porque sua identidade está sendo definida. Além disto, há uma crença que o professor de Ensino Religioso não pode somente ter estudos acadêmicos, mas deve agrupar conteúdos específicos à área e a formação religiosa.

A relevância deste curso consiste em auxiliar a educação no que diz respeito a práticas pedagógicas mais eficazes para os professores de Ensino Religioso, que terão um material mais consistente que os auxiliará na preparação das aulas e atividades para as crianças. O conteúdo da disciplina Ensino Religioso é o fenômeno religioso e esse se mostra como a busca do ser humano à procura de transcendência, que englobaria tanto uma experiência pessoal, quanto uma experiência religiosa vivida em grupos, em comunidades ou pelas Tradições Religiosas.

O conhecimento religioso deve ficar ao lado de outros, colaborando para o aprofundamento da vida coletiva dos educandos e para a vivência da autêntica cidadania. Discutidos esses conhecimentos poderiam explicar o significado da existência humana. Integrariam, dentro de uma visão de totalidade, os vários níveis de conhecimento que são responsabilidade da escola: o sensorial, o intuitivo, o afetivo, o racional e também o religioso.

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08
abr

Este curso para professores deseja ser um convite ao questionamento do ensino da leitura e da escrita e os problemas relativos à falta de interesse da literatura nas nossas escolas, investigando a importância da leitura na alfabetização. O presente material não tem pretensão de sanar todas as deficiências que a alfabetização enfrenta e nem sequer apresentar fórmulas definidas. O que se pretende é alertar o professor e oferecer alguns subsídios teóricos e práticos para enfrentar com mais segurança a alfabetização.

A escola é um espaço propício para a iniciação ao mundo letrado, devendo promover experiências significativas com a linguagem oral e a escrita, cuja função e responsabilidade é garantir a todas as crianças o acesso aos saberes linguísticos necessários para o exercício da cidadania. O domínio da língua adquire importância, enquanto instrumento de comunicação e expressão de idéias, pensamentos, sentimentos, bem como de acesso às informações, construção de visões de mundo e produção de conhecimento.

Em relação ao papel fundamental da leitura e da escrita no desenvolvimento cultural da criança, pode-se dizer que ela tem ocupado lugar muito estreito na prática escolar. Ensina-se as crianças a ler e a escrever mecanicamente, mas não se estimula a ler com prazer e perceber a leitura e a escrita como meio de interação social.

Ensinar crianças, participar, mediar a aquisição da linguagem oral e escrita requer por parte do professor uma investigação de como a criança se apropria e elabora esse conhecimento. A escrita, embora sendo uma função social não é contudo uma prática comum a todos os indivíduos. O obstáculo mais severo para o desenvolvimento escolar está nas séries iniciais do ensino fundamental e a causa que fundamenta a retenção do aluno é a não aquisição das noções de leitura e escrita.

O compromisso com a criança e a qualidade do ensino é essencial, tornando possível a superação de inúmeros obstáculos. Esse compromisso não pode estar simplesmente ancorado no vazio, apoiado em bases não sólidas. Exige competência do professor e conhecimento teórico que embase o desenvolvimento de seu trabalho numa rica organização de técnica, conteúdo, atividade, didática e postura adotada. A combinação desses fatores eleva a qualidade da interação facilitando o processo.

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