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15
out

O professor é fundamental ao processo educativo, necessário ao contexto educacional, pois é ele quem prepara as novas gerações para uma sociedade de mudanças. É o formador, que mostra caminhos, modifica posturas, ajuda a criar uma geração de maior estímulo solidário.

Seu papel está vinculado ao fato de trabalhar com dois elementos da maior importância para a sociedade, as novas gerações e o conhecimento. São inúmeros os desafios que enfrentam diariamente em sala de aula para validar tais pressupostos. Professores buscam superar as adversidades, a falta de material, os problemas diversos que ocorrem em suas relações com os outros, e que também além do conteúdo, dominam as técnicas de transmiti-lo incentivando o aluno a expressar suas dúvidas, são os compromissos esperados deste profissional.

É preciso lembrar que a tarefa do professor é uma das mais complexas, poder participar da formação do outro, sem esquecer da sua, de suas origens e de suas dificuldades.

Conhecer e conduzir bem o aluno pelos caminhos do conhecimento faz do professor um agente essencial na formação de cidadãos, o que se pode perceber diariamente em sala de aula. Cada vez que as crianças se reúnem em grupos para fazer um trabalho, estão aprendendo a dividir responsabilidades, a defender as próprias opiniões desenvolvendo autonomia. Aprendem também sobre a disciplina e as regras que não são apenas da escola, mas da convivência social. Portanto os saberes dos professores extrapolam além do cognitivo.

O que permite ainda entender que na realidade os fundamentos do ensino são ao mesmo tempo existenciais, sociais e pragmáticos.

•  Existenciais no sentido de que um professor não é somente racional, mas age de acordo com aquilo que acumulou em termos de experiência de vida.

•  Sociais porque provém de fontes sociais diversas e adquiridos em tempos sociais diferentes.

•  Pragmáticos pois os saberes estão ligados tanto ao trabalho quanto a pessoa.

Através desses saberes o professor tem a missão complexa de transformar a sociedade.

03
ago

Içami Tiba, 74, psiquiatra, educador e escritor especializado em psicoterapia familiar, morreu neste domingo (2) em São Paulo, capital. Ele estava internado no hospital Síro-Libanês para tratamento de câncer. A causa da morte não foi divulgada.

Nascido em 15 de março de 1941 em Tapiraí (SP), Tiba era filho de imigrantes japoneses. Ele formou-se em medicina pela Universidade de São Paulo em 1968, onde depois seria professor por mais de 22 anos, sendo 15 deles como docente de Psicodrama de Adolescentes no Instituto Sedes Sapientiae. Em sua clínica particular, na psicoterapia para adolescentes, realizou mais de 77 mil atendimentos.

 

Autor de 29 livros com mais de 4 milhões de exemplares vendidos, Tiba era referência para muitos pais e educadores e se dedicava também a palestras, tendo participado de 3.400 eventos. Entre as publicações mais famosas estão "Quem Ama, Educa!", "Adolescentes: Quem Ama Educa!" e "Homem Cobra Mulher Polvo".

O educador deixa a esposa Maria Natércia, os filhos Natércia, André e Luciana e os netos Kaká e Dudu.

11
mai

Os seguintes períodos são indicados por Ferreiro e Teberosky na gênese da escrita:

Na fase 1: início da construção, as tentativas das crianças dão-se no sentido da reprodução dos traços básicos da escrita com que elas se deparam no cotidiano. O que vale é a intenção, pois, embora o traçado seja semelhante, cada um "lê" em seus rabiscos aquilo que quis escrever. Desta maneira, cada um só pode interpretar a sua própria escrita, e não a dos outros. Nesta fase, a criança elabora a hipótese de que a escrita dos nomes é proporcional ao tamanho do objeto ou ser a que está se referindo;

Na fase 2: a hipótese central é de que para ler coisas diferentes é preciso usar formas diferentes. A criança procura combinar de várias maneiras as poucas formas de letras que é capaz de reproduzir. Nesta fase, ao tentar escrever, a criança respeita duas exigências básicas: a quantidade de letras (nunca inferior a três) e a variedade entre elas, (não podem ser repetidas);

Na fase 3: são feitas tentativas de dar um valor sonoro a cada uma das letras que compõem a palavra. Surge a chamada hipótese silábica, isto é, cada grafia traçada corresponde a uma sílaba pronunciada, podendo ser usadas letras ou outro tipo de grafia. Há, neste momento, um conflito entre a hipótese silábica e a quantidade mínima de letras exigida para que a escrita possa ser lida. A criança, neste nível, trabalhando com a hipótese silábica, precisa usar duas formas gráficas para escrever palavras com duas sílabas, o que vai de encontro às suas ideias iniciais de que são necessários, pelo menos três caracteres. Este conflito a faz caminhar para outra fase;

Na fase 4: ocorre, então a transição da hipótese silábica para a alfabética. O conflito que se estabeleceu entre uma exigência interna da própria criança (o número mínimo de grafias) e a realidade das formas que o meio lhe oferece, faz com que ela procure soluções. Ela então, começa a perceber que escrever é representar progressivamente as partes sonoras das palavras, ainda que não o faça corretamente;

Na fase 5: finalmente, é atingido o estágio da escrita alfabética, pela compreensão de que a cada um dos caracteres da escrita correspondem valores menores que a sílaba; que uma palavra, se tiver duas sílabas, exigindo, portanto dois movimentos para ser pronunciada, necessitará mais do que duas letras para ser escrita.

Ao introduzirem uma linha de investigação evolutiva no campo da escrita, Ferreiro e Teberozky, trazem a possibilidade de melhor se entender a questão específica da escrita, até então ausente das pesquisas feitas pela Linguística, pela Psicologia e pela Pedagogia.

Ao iniciarem seus trabalhos, procurar saber como leem as crianças que ainda não sabem ler, como escrevem as crianças que ainda não sabem escrever. Assim, o que é novo, o que é inédito no trabalho de ambas é o fato de trazerem a escrita como um domínio evolutivo, de tratarem-na como objeto linguístico.

Elas propõem um novo enfoque ao problema da aprendizagem do sistema de escrita. As ideias de seus precursores foram traduzidas em hipóteses experimentais, abrindo assim um mundo do pensamento infantil cuja existência era ignorada.

Entre as propostas de várias metodologias e a criança que aprende, há uma distância muito grande, segundo Ferreiro e Teberozky. Parte-se do sujeito (criança), analisam-se as interpretações que elas dão à escrita e assim descobre-se o processo pelo qual se dá a alfabetização.

Pensava-se que a lógica é construída, o número é construído, a causalidade, o tempo, todas as categorias da razão são construídas. Mas que aprender a escrever o próprio nome, aprender a somar, isso não era construído. Isso seria ensinado.

Quando você muda o enfoque, tudo muda. Ao invés de indagar como se deve ensinar a escrever, devemos questionaram como alguém aprende a ler e escrever independente do ensino. Deve ser considerado o fato inegável que muitas crianças chegam na escola já alfabetizadas, portanto antes do ensino formal.

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