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14
abr

A questão da educação inclusiva tem gerado no meio educacional, preocupações e alegrias. A mudança de um sistema educacional, que se caracterizou tradicionalmente por ser excludente e segregativo, para um sistema educacional que se comprometa efetivamente a responder, com qualidade e eficácia, às necessidades educacionais de todos, inclusive às dos alunos que apresentam necessidades educacionais especiais, exige um processo complexo de mudança, tanto do pensar educacional, como da prática diária de ensino.

Todo processo de transformação dessa natureza estabelece uma mudança de paradigma, o que, geralmente provoca nas pessoas diversas reações, dentre as quais ansiedade, medo, rejeição, resistência, interesse e entusiasmo. Geralmente, constata-se que inicialmente as pessoas comecem a mudar o discurso na direção do politicamente esperado e considerado correto, mantendo, entretanto, o modelo de comportamento parecido ao já conhecido.

A integração ou inclusão de educandos com necessidades especiais no sistema regular de ensino tem sido sem dúvida, o assunto referente à Educação Especial mais discutida no nosso país nas últimas décadas. Este tema, que por tanto tempo, salvo algumas experiências isoladas, ficou limitado ao debate em congressos e textos da literatura especializada, hoje se torna sugestão de intervenção amparada e promovida pela legislação em vigor, e determinante das políticas públicas educacionais.

Assim, o inciso III do Art. 208 da Constituição Brasileira se refere ao atendimento educacional especializado aos portadores de deficiências, preferencialmente na rede regular de ensino. E na sua Política Nacional de Educação Especial (MEC/SEEP, 1994), o MEC estabelece como diretrizes da Educação Especial apoiar o sistema regular de ensino para a inserção dos portadores de deficiências, e dar prioridade ao financiamento de projetos institucionais que envolvam ações de integração. Esta mesma definição foi posteriormente reforçada. Na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei n°. 9.394/96), e recentemente nas Diretrizes Nacionais para a Educação Especial na Educação Básica (CNE/CEB, 2001).

No entanto, não basta que uma proposta se torne lei para que a mesma seja imediatamente aplicada. Inúmeras são as barreiras que impedem que a política de inclusão se torne realidade na prática cotidiana de nossas escolas. Entre estas, a principal é o despreparo dos professores do ensino regular para receber em suas salas de aula, geralmente repletas de alunos com problemas de disciplina e aprendizagem.

O que se apresenta de maneira mais expressiva ao se pensar na viabilidade do modelo de escola inclusiva para todo o país é a situação dos recursos humanos, especificamente dos professores das classes regulares, que precisam ser efetivamente habilitados para transformar sua prática educativa. A formação e a capacitação docente impõem-se como meta principal a ser alcançada na consolidação do sistema educacional que inclua a todos.

O professor é o agente mediador na obtenção dos conhecimentos, e desta forma, é o responsável pela conservação dos recursos necessários para o processo de inclusão nas séries iniciais do Ensino Fundamental. O processo de inserção, só é possível quando o professor encontra-se engajado para este fim.

Entende-se por Escola Inclusiva, aquela que tem profissionais capacitados, competentes e comprometidos para ampliar projetos de inclusão e abertos para acompanhar as exigências e as transformações sociais sem perder de vista a ajuda da comunidade escolar e local. Além disso, deve-se repensar e readaptar a escola quanto às estruturas curriculares, físicas e psicopedagógicas.

A escola se torna inclusiva à medida que distingue a diversidade que constitui seu alunado e a ela responde com eficiência pedagógica. Para responder às necessidades educacionais de cada aluno, condição essencial na prática educacional inclusiva, há que se adaptar os diferentes elementos curriculares, de forma a atender as peculiaridades de cada um e de todos os alunos. Há que se flexibilizar o ensino, adotando-se estratégias distintas e adequando a ação educativa às maneiras individuais dos alunos aprenderem, sempre considerando que o processo de ensino e de aprendizagem pressupõe atender à diversificação de necessidades dos alunos na escola.

A educação para todos implica um sistema educacional que reconhece, respeita e responde, com eficácia pedagógica, a cada aluno que nele se encontra inserido.

A partir da apreciação dos nossos atuais dispositivos legais, podemos concluir que o modelo brasileiro de educação profissional voltado para a carreira do magistério encontra-se desajustado para o novo momento educacional. Portanto, necessitamos de respostas imediatas não só quanto à reformulação dos cursos de formação de professores no nível médio e superior, mas, também, quanto à concepção de programas de educação continuada, necessários ao aprimoramento profissional e ao desempenho de suas funções, considerando o novo paradigma educacional, a inclusão de todos na escola regular.

Essas ações são fundamentais para a constituição de uma educação que atenda as necessidades, às possibilidades e ao interesse do conjunto da população escolar.

Em face dessas exposições, o presente curso visou investigar como professores e diretores entendem a inclusão escolar, buscando, também, conhecer as dificuldades existentes diante da formação dos professores e as necessidades apontadas pelos profissionais no contexto da inserção de crianças com deficiência no ensino comum.

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09
abr

Este curso para professores tem como objetivo a inter-relação da Fonoaudiologia com a Educação, com enfoque principal na realidade vocal que os professores vivenciam diariamente, a qual se repercute no seu aspecto profissional e sobretudo no sua performance em sala de aula.

O curso on-line almeja cooperar no desenvolvimento e na edificação do conhecimento cientifico do educador, pois é durante a produção vocal que o docente deverá dominar seu mecanismo fonatório. Para uma fala ser compreensível é necessário que o professor tenha os órgãos fonatórios em condições saudáveis, isto é, dentes, cavidade nasal sem obstrução, uma boa abertura da boca, flexibilidade da língua, mobilidade dos lábios, entre outros. A integridade desses órgãos colabora para uma melhor dicção e uma adequada impostação vocal, que propiciam um maior interesse e atenção por parte dos alunos, inclusive uma melhor compreensão dos conteúdos apresentados.

Uma pessoa que tem a voz clara, forte e determinada causa melhor impressão e confiança para o ouvinte, principalmente quando o assunto entre eles é informação. É o principal instrumento de trabalho utilizado pelos professores, como ocorre um desconhecimento por parte destes profissionais em utilizar a voz adequadamente, eles estão mais susceptíveis às alterações vocais e laríngeas.

A rouquidão, fadiga vocal, ardência na garganta, dificuldade em manter o tom fundamental, forte intensidade, desarmonias na ressonância, articulação tensa e travada, são alguns dos distúrbios comuns após o uso profissional da voz que caracterizam os sintomas de uma disfonia.

Estes distúrbios vocais compõem uma preocupação em relação ao seu desempenho profissional, e muitas vezes utilizam mecanismos compensatórios de abuso e mau uso da voz para melhorar a comunicação, que se tornam hábitos inadequados, tais como: falar alto demais em ambientes ruidosos ou abertos, gritar sem suporte respiratório, falar excessivamente durante quadros gripais e alérgicos ou   período pré-menstrual, pigarro excessivo, tosse e ataque vocal brusco, piorando o quadro vocal e acarretando alterações da mucosa laríngea, secundárias à este mau funcionamento, que são os nódulos, pólipos, edemas, laringites de repetição e úlceras de contato.

A voz é o elemento fundamental da comunicação humana, pela qual o professor transmite seus conhecimentos. Os alunos apropriam-se destes conhecimentos, parcial ou integralmente, dependendo, muitas vezes, das qualidades acústicas da voz do professor.

Esta voz quando é agradável transmite os valores reais na mensagem proposta, todos as professores deveriam saber utilizá-la adequadamente. É por ela e pela articulação das palavras que expressamos nossos conhecimentos, emoção, cultura e personalidade. No processo ensino-aprendizagem, a voz e a fala merecem destaques especiais, por serem pontos de referência cultural, que refletem na construção do saber, do pensamento e no desenvolvimento das ciências.

A maioria dos professores não tem consciência da influência da voz no desempenho de sua função, não atentando para o fato de ser a mesma o principal meio de transmissão de conhecimentos.

Há uma grande falta de informação por parte desses profissionais com relação ao uso e aos cuidados básicos da voz, talvez pela ausência de orientações adequadas para tal. Geralmente, apenas no momento em que a voz começa a falhar, dando sinais de fadiga, ou mesmo quando já se estabeleceu uma patologia que os impossibilita de trabalhar utilizando a mesma, é que o professor desperta para a importância da própria voz e os cuidados a serem tomados com ela.

Sendo o educador um sólido modelo para seus alunos, um formador de opiniões, a preocupação com a voz e as repercussões negativas que a mesma traz, tanto para o docente quanto para os alunos, tem sido motivo para diversos trabalhos nesta área.

É importante que o professor mantenha hábitos corretos de postura, gestos precisos e uma boa qualidade vocal, pois seu padrão de conduta, além de influenciar na transmissão dos conhecimentos, é constantemente observado, e muitas vezes imitado pelos alunos.

Na atividade profissional da docência, a voz é o instrumento utilizado para transmitir o saber adquirido e gerar aprendizagem. A comunicação é sinal de proximidade entre as pessoas, por meio da voz se estabelece o vínculo do professor com o aluno para o processo de ensino-aprendizagem.

A voz é o resultado do equilíbrio entre duas forças, a força aerodinâmica do ar que sai dos pulmões e a força mioelástica dos músculos extrínsecos e intrínsecos da laringe. Qualquer desequilíbrio entre essas forças pode gerar um problema vocal.

Considerando que as alterações da voz prejudicam o desempenho ocupacional docente, temos como hipótese que grande parte dos distúrbios da voz podem estar relacionados ao desconhecimento de técnicas e cuidados especiais com a voz, principalmente pelo fato de não existirem, nos cursos de formação de professores, trabalhos curriculares ou extracurriculares para a promoção da saúde vocal.

Avanços técnicos recentes no exame da laringe, como a fibroscopia, a microscopia e videoestroboscopia tornaram possível o diagnóstico de lesões não detectadas pelo método tradicional do espelho de laringe, sendo que a videoestroboscopia permite a visualização em detalhe da vibração das pregas vocais.

Os distúrbios da voz afetam a vida pessoal, social e profissional. É comum a falta de conhecimento da importância de cuidados para preservar a voz, por parte dos que a usam profissionalmente, levando a abusos e hábitos inadequados que podem desencadear distúrbios vocais, tecnicamente chamados de disfonias.

Entende-se a disfonia como distúrbio de comunicação, no qual a voz não consegue cumprir o seu papel básico de transmissão da mensagem verbal e emocional de um indivíduo. Sintomas como cansaço e fadiga vocal com o tempo evoluem para patologias como nódulos, pólipos, edemas e hiperemia.

As pesquisas recentes sobre a saúde dos professores são unânimes em retratar as condições de trabalho docente como determinantes do seu estado de saúde. A maioria desses estudos mostra a precariedade do trabalho desses profissionais e identifica um quadro alarmante da situação de saúde em que o distúrbio vocal e o estresse aparecem como principais reclamações. Porém, existe uma tendência a serem realizados estudos isolados desses sintomas, sem estabelecer a relação deles entre si e as condições de trabalho.

O presente curso assume a proposta de identificar a inter-relação entre os sintomas detectados, agora com o olhar direcionado para as condições de trabalho docente. Para tanto, foram articulados conhecimentos da Saúde, Psicologia, Educação e Fonoaudiologia, para observar as seguintes variáveis, condições de trabalho, situação de saúde dos professores, estresse e distúrbio vocal.

A voz é a essência e o canal do desenvolvimento da cultura acadêmica. No contexto pedagógico, a voz do educador deve ser clara, harmoniosa, com tons definidos, sonoridade adequada, melódica, rítmica, com boa projeção e coordenação da respiração com a fala. Jamais deve apresentar-se rouca, estridente, abafada ou presa. Dada a complexidade dos elementos que interferem na produção vocal, não há como o aluno ficar indiferente diante da voz do professor.

É necessário abordar a questão da saúde vocal em toda sua dimensão, uma vez que o padrão saudável não se relaciona apenas à integridade física, mas também às condições de organização do trabalho as quais o indivíduo está submetido, bem como às formas como esse vive e aos seus desafios cotidianos.

Quando uma voz está bem colocada e impostada, o aluno tem maior prazer de ouvi-la. Caso demonstre estar alterada e com problemas, seja de rouquidão, desequilíbrio de ressonância ou qualquer outra alteração, o aluno muitas vezes desvia sua atenção da aula e fica mais atento ao modo como a voz do professor está sendo emitida. Quando estas alterações vocais são tão evidentes, acabam interferindo diretamente no processo ensino-aprendizagem, simplesmente pela desconcentração do aluno, pois a voz do professor chama mais atenção do que o conteúdo proposto. Os alunos, por sua vez, querem e almejam pela melhor mensagem que o professor lhe possa transmitir.

A incapacidade vocal na atividade docente afeta negativamente o processo de aprendizagem, pois aumenta os afastamentos por licença médica e reduz a transmissão do conhecimento e a satisfação do professor. As alterações vocais em docentes constituem importante prejuízo social devido aos dias de afastamento e às despesas com o tratamento.

O objetivo do presente curso em educação é o de identificar a relação entre incapacidade vocal e o esforço vocal profissional.

 

09
abr

O universo religioso e cultural é abrangente e complexo. Dentro desse mundo, a educação existe para formar e informar sobre as leis que regem os indivíduos e a sociedade. Religião e cultura são os elementos essenciais à formação da cidadania.

Os desafios inerentes à sociedade são inúmeros. Evidencia-se uma humanidade em crise existencial, tanto em suas relações grupais quanto organizacionais. Nesse universo a indagação inata dos indivíduos sobre a sua origem e ?destino? como SER humano tem se tornado, cada vez mais, causa de pertinentes angústias, desencadeando um processo de busca que parece não ter fim.

Entendendo o indivíduo como ser único, que necessita de formação integral em todas as áreas, a transcendência e a necessidade do conhecimento, que estabelecem relações entre si não pode passar despercebido pela Escola, pois pressupõe a formação do indivíduo em seu todo e voltada para a ação social consciente à mudança. Isto permite estabelecer uma relação com seu próximo, voltada para a solidariedade e respeito para com os outros.

O papel do educador é fundamental nesse processo, pois é ele quem irá estar em maior contato com o educando, necessitando ser capaz de articular a relação entre a teoria e a prática, a informação e o conhecimento, sendo o mediador da construção e elaboração do saber científico sistematizado no espaço escolar.

A escola tem por objetivo o ensino da compreensão e da realidade, baseando-se no conhecimento e na informação, com o objetivo de formar cidadãos dinâmicos e criativos. O exercício da cidadania torna o aluno e o professor mais compreensivos quanto à participação de modo consciente na sociedade, na qual questionarão comportamentos, atitudes e valores, cabendo ao professor o desenvolvimento do respeito mútuo e as regras básicas de convivência.

Para tanto é necessário que o docente possua conhecimentos específicos sobre as diversas áreas científicas, saiba transpor e articular teoria-prática didaticamente, de maneira coerente, numa postura gestora de cooperação em sala de aula. É necessário um aprimorar constante, a busca qualitativa de elementos teórico-práticos para que em sua vivência haja coerência de seus atos docentes.

Ao longo da história da educação, percebe-se uma preocupação quanto à formação dos professores para o Ensino Religioso. Não é fácil encontrar soluções, porque sua identidade está sendo definida. Além disto, há uma crença que o professor de Ensino Religioso não pode somente ter estudos acadêmicos, mas deve agrupar conteúdos específicos à área e a formação religiosa.

A relevância deste curso consiste em auxiliar a educação no que diz respeito a práticas pedagógicas mais eficazes para os professores de Ensino Religioso, que terão um material mais consistente que os auxiliará na preparação das aulas e atividades para as crianças. O conteúdo da disciplina Ensino Religioso é o fenômeno religioso e esse se mostra como a busca do ser humano à procura de transcendência, que englobaria tanto uma experiência pessoal, quanto uma experiência religiosa vivida em grupos, em comunidades ou pelas Tradições Religiosas.

O conhecimento religioso deve ficar ao lado de outros, colaborando para o aprofundamento da vida coletiva dos educandos e para a vivência da autêntica cidadania. Discutidos esses conhecimentos poderiam explicar o significado da existência humana. Integrariam, dentro de uma visão de totalidade, os vários níveis de conhecimento que são responsabilidade da escola: o sensorial, o intuitivo, o afetivo, o racional e também o religioso.

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